Psiquiatria - Clínica MeuCérebro

PSIQUIATRIA

Especialidade da medicina, a psiquiatria, que significa “arte de curar a alma”, trata as diversas formas de sofrimento mental e inclui ações de prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Os profissionais da psiquiatria cuidam da saúde mental do paciente por meio do modelo biomédico de abordagem das perturbações psíquicas, com a inclusão de medicamentos. Entre as doenças mentais mais comuns tratadas pelo psiquiatra, destacam-se:

Depressão (clique no link para ler matérias sobre depressão no blog),

– Transtorno bipolar,

– Esquizofrenia,

– Transtornos de ansiedade,

– Alguns casos de demência,

– Compulsão alimentar,

– Alguns casos de autismo,

– Tique,

– Delírio, entre outros.

Reforça-se que são várias as doenças mentais abarcadas pela especialidade psiquiátrica, sendo específicos para cada uma os sintomas e prognóstico. A cura ainda não existe para muitas doenças psiquiátricas. A efetividade do tratamento também varia em cada paciente.

O foco é o alívio do sofrimento e o bem-estar psíquico. Para tanto, é imprescindível uma avaliação completa do ponto de vista biopsicosocial.

Psiquiatra e áreas de atuação

Segundo  a Associação Brasileira de Psiquiatria, a psiquiatria apresenta as seguintes áreas: Psiquiatria da infância e adolescência ou Pedopsiquiatria; Psiquiatria forense; Psicogeriatria, Psiquiatria da terceira idade ou Gerontopsiquiatria; Psicoterapia; Interconsulta em Hospital Geral ou Psiquiatria de Ligação. Outras subespecialidades estão em fase de avaliação.

Abaixo, seguem suas áreas de pesquisa. Ressalta-se a interdisciplinaridade; ou seja, para a formação do profissional é essencial conhecimento de outras áreas, tais como: medicina interna, neurologia, radiologia, psicologia, sociologia, farmacologia e psicofarmacologia.

– Psicopatologia, ou ciência que estuda os comportamentos anormais.

– Emergência Psiquiátrica, ou atendimento de casos críticos como doentes em crise (psicose, tentativa de suicídio, por exemplo).

– Psiquiatria da Infância e Adolescência, ou pedopsiquiatria, que atende problemas específicos desta faixa etária (autismo, Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade).

– Psiquiatria Geral, estudo e atendimento de casos em psiquiatria em adultos (depressão nervosa, esquizofrenia).

– Psiquiatria da terceira idade, especializada no atendimento de problemas como Mal de Alzheimer e manifestações psíquicas da Síndrome de Parkinson.

– Toxicodependência, ou abuso e dependência de drogas, lícitas e ilícitas.

– Psiquiatria de ligação, ou Interconsulta psiquiátrica, que diz respeito ao atendimento de sintomas psíquicos em doenças de outros sistemas, especialmente em doentes internados em hospitais gerais (por exemplo, delírio causado por reações à anestesia ou à baixa oxigenação em doentes cardíacos).

– Psiquiatria forense.

– Epidemiologia psiquiátrica, que estuda risco e prevalência de doenças na população.

– Psiquiatria Comunitária.

– Psiquiatria Transcultural, ou estudo das diversas manifestações da doença psíquica nas diferentes culturas.

Avaliação do psiquiatra e tratamento

A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos, neuropsicológicos podem ser utilizados como auxiliares na avaliação, assim como exames complementares (eletroencefalograma (EEG), Tomografia computadorizada (CT), Ressonância magnética (RM) e PET (Tomografia por emissão de pósitrons) e laboratoriais.

Reforça-se que os procedimentos diagnósticos são norteados a partir do campo das psicopatologias: a CID-10 da Organização Mundial de Saúde, adotada no Brasil, e o DSM-IV da American Psychiatric Association, são amplamente utilizadas.

O tratamento de doenças psiquiátricas inclui não só medicamentos mas outras terapêuticas, como a psicoterapia (sendo que esta é atribuída também a outros profissionais da saúde mental como psicólogos e psicanalistas).

Salienta-se que remédios psiquiátricos podem apresentar efeitos colaterais e, portanto, é necessário o monitoramento frequente do uso.

Faz parte do tratamento a Eletroconvulsoterapia (ECT ou terapia de eletrochoque), a qual pode ser administrada para condições graves que não respondem ao medicamento. Há tanto evidências sobre a eficácia da terapia quanto controvérsias sobre a mesma.

Vale ressaltar que a terapêutica psiquiátrica evoluiu muito nas últimas décadas. A hospitalização em hospitais psiquiátricos, prática comum no passado, tornou-se pouco recorrente; atualmente grande parte dos atendimentos é realizada em ambulatórios. A hospitalização ainda ocorre, mas aquela de longo prazo apresenta poucos casos.

É preciso haver consentimento do paciente para o tratamento (embora exista aquele feito de forma compulsória em alguns países) mas, em casos de sofrimento grave e risco para o mesmo e para a sociedade, a indicação de internação pode ocorrer independentemente da vontade do paciente.

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Fontes: wikipedia, doctoralia